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PROJETO Nº 002 · INFRAESTRUTURA
Anteprojeto de Lei · Âmbito Federal

Cidades Inteligentes e Sustentáveis

Institui a Política Nacional de Cidades Inteligentes e Sustentáveis, cria um fundo federal de modernização urbana e condiciona o repasse à fiscalização por auditoria automatizada e controle social.

Fases de execução4
Chaves de pagamento3
Escala de referência10 mil hab.
Prazo de adequação10 anos
Capítulo 01

O ciclo que queima o dinheiro do contribuinte

A cidade brasileira vive um ciclo conhecido: asfalta-se uma rua e, meses depois, ela é rasgada para consertar um cano. O dinheiro que pavimentou vira entulho. Some-se a isso a perda de água tratada em vazamentos ocultos, a conta de luz pública inflada e o lixo que sai caro e não volta como nada.

Obra refeitaPerda de águaConta de luzLixo como passivo
A proposta não parte de mais verba, mas de outra ordem de execução: primeiro o subsolo, por último o asfalto.
Capítulo 02

A ordem das obras é o que define se o dinheiro se perde

Fundação digital

Mapeamento do subsolo e cadastro de todas as redes existentes, para saber onde estão canos e cabos antes de abrir qualquer vala.

Galeria técnica subterrânea

Em vez de enterrar cada tubulação isolada, instala-se um duto modular que abriga água, esgoto, energia e fibra óptica. Manutenção futura abre uma tampa na calçada — não quebra a rua.

Saneamento e energia

Rede de esgoto separada da drenagem pluvial e iluminação eficiente instaladas dentro da estrutura já pronta.

Pavimentação definitiva

O asfalto entra por último, sobre base testada e assentada. É o que garante durabilidade real.

Asfaltar antes das redes é o erro mais caro da gestão pública municipal — e o mais comum.
Capítulo 03

Água da chuva deixa de ser problema e vira reserva

A proposta veda o financiamento de redes unitárias, em que esgoto e água da chuva correm juntos. São duas redes distintas, com destinos distintos.

A

Drenagem que absorve

Pavimentos permeáveis, jardins de chuva e praças rebaixadas que funcionam como bacia de contenção durante a tempestade e voltam a ser praça depois.

B

Esgoto tratado e reusado

Estação de tratamento compacta, com água de reúso destinada à limpeza urbana e à irrigação de praças.

C

Reservatórios de retenção

Estruturas que estocam a chuva em vez de despejá-la de uma vez na rua, reduzindo alagamento e protegendo o asfalto novo.

Capítulo 04

O que hoje é custo passa a gerar receita

Compostagem municipal

A fração orgânica — cerca de metade do lixo doméstico — vira adubo para hortas comunitárias e paisagismo, reduzindo o volume enviado ao aterro e a taxa paga por tonelada.

Coleta seletiva incentivada

Pontos de entrega com pesagem, convertendo o material reciclável entregue em crédito para o morador.

Iluminação eficiente

Substituição por LED com controle de intensidade. A economia na conta de luz pública é a principal fonte de amortização do próprio investimento.

Geração própria

Painéis solares em prédios públicos — prefeitura, escolas e postos — reduzindo o custo fixo da máquina municipal.

Capítulo 05

Três chaves para que a obra fantasma não receba

O recurso federal é depositado em conta vinculada e bloqueada. A liberação de cada parcela depende de três validações independentes — se uma falhar, o pagamento não sai.

1

Chave técnica

A medição da obra é confirmada em campo, com registro georreferenciado da etapa executada.

2

Chave de conformidade

Auditoria automatizada verifica a cadeia de empresas envolvidas — vencedora, subcontratadas e sócios — para identificar pagamento a empresas de fachada ou conluio societário.

3

Chave popular

O morador registra a evolução da obra pelo aplicativo, com foto, data e localização. Divergência entre o que a empresa declarou e o que a rua mostra suspende o pagamento até vistoria presencial.

O cidadão deixa de ser espectador e passa a ter, na mão, uma ferramenta de fiscalização com efeito real sobre o repasse.
Capítulo 06

Como a obra se paga

Referência de ordem de grandeza para um município de aproximadamente 10 mil habitantes. Os valores são estimativa preliminar e devem ser recalculados por projeto executivo local.

EtapaPrincipal retorno
Fundação digitalMenos custo de manutenção por saber onde estão as redes
Galeria técnica e saneamentoFim da quebra recorrente de pavimento
EnergiaRedução expressiva da conta de luz pública
ResíduosMenor taxa de aterro e receita com adubo
PavimentaçãoValorização imobiliária e menos reparo
O custo de não fazer também é um número: é o que se gasta todo ano tapando buraco, perdendo água tratada e pagando aterro.
Síntese do projeto

Primeiro o subsolo. O asfalto é a última camada — e a que dura.

A proposta não pede mais verba: pede outra ordem de execução e uma trava que impeça o pagamento de obra que não existe. Infraestrutura feita uma vez, bem feita, e dinheiro rastreado do repasse à última pedra assentada.

CIDADES INTELIGENTES
DRA. RAISSA SOARES · PROPOSTA DE GOVERNO · DEPUTADA FEDERAL